Mal na foto
Querido maldito, e único amigo diário. Parece que só me resta você. Não tou aguentando o tranco e minha cabeça já dá sinais de que o "tilt" não demora. Me sinto envenenada, tomada pelo vazio sujo, impregnada de uma espécie de sentimento rancoroso magoado. Sim, eu guardo mágoas. Cheguei ao fim da estrada, duro asfalto, e agora só consigo enxergar por trás de uma neblina fria, densa. Parece que não há saída. Não há saída. Depressiva? Eu não sou depressiva. Detesto lamúrias. Acho apenas que agora vejo as coisas de forma clara. Clara, apesar da neblina. Vejo as pessoas como realmente são, o mundo como realmente é; deformado. Como já dizia um grande amigo, "a humanidade é podre". Moro nesse mundo deformado. Acordo, durmo, como, ando, cago e mijo. E sinto. Eu sinto. Então não há como fugir. Não há saída. Querido diário: eu nunca vou sair bem na foto.
31.07.2011

É, tá uma bosta mesmo. =P
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